quinta-feira, 19 de maio de 2016

A História de um milagre - parte IX

Chegamos assim ao dia 19 de março de 2003. 
Cirurgia marcada para as 9 horas e 30 minutos da manhã.
Acordamos bem cedo e fomos com a nossa pequena para o hospital onde ela seria operada.
Enquanto aguardávamos a entrada dela para o bloco cirúrgico, a Emilly brincava conosco o tempo todo, com uma pureza e inocência linda, sem saber de nada que estava acontecendo.
O anestesista chega na sala e chama pelo nome da Emilly.
Coração gela neste instante!
Ao entregarmos a Emilly para ele, ela se despede de nós, movimentando a mãozinha e dizendo:
- Teté papai, teté mamãe! 
E jogou beijo para nós.
Gente...neste momento o Emerson e eu nos desmanchamos em lágrimas. Choramos muito! 
Lá estava a nossa pequena indo passar mais uma vez por outra cirurgia.
E pior, nunca sabemos o que pode acontecer. Mas o certo é, que Deus estava no controle e aconteça o que acontecer, foi permissão Dele e a palavra de Deus diz que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus"!
Então, choramos muito sim, por ver aquele anjinho, o nosso anjo, que minutos antes estava brincando e sorrindo como se Não soubesse de nada o que estava acontecendo, se despedindo e jogando beijo, como se soubesse sim, o que estava acontecendo.
Ficamos muito apreensivos durante todo o tempo em que acontecia a cirurgia.
Depois de um longo tempo de espera, o neurocirurgião abre a porta e nos chama para conversar.
Nos tranquiliza e comunica, que a cirurgia havia ocorrido bem. Que mais uma vez, tudo havia dado certo. E me pede para não ficar nervosa, pois para colocar a válvula é necesário raspar parte do cabelinho e também para eu ter paciência com a recuperação da Emilly, pois ela levaria uma semana para firmar novamente o pescocinho e assim poder se sentar ou ficar novamente de pé.
Ele ainda repetiu:
- Isso é normal, viu mãe? Não se desespere!
Nesse momento pede para esperarmos no apartamento, até que a Emilly pudesse ser liberada para ir para o quarto.
Nossa! Quanta espera! Quanta ansiedade!
Estávamos, minha Mãe, o Emerson e eu no apto. do hospital, quando uma enfermeira entra, empurrando um bercinho com a Emilly dentro.
Meu Deus! Nenhuma mãe nasceu para passar por estas coisas não, viu?
Ali estava a minha pequena guerreira, ainda adormecida, sob efeito da anestesia, com parte da cabecinha raspada e com um enorme corativo. 
Muito triste ver meu pequeno anjo naquelas condições.
Aguardávamos ela acordar e nada.
Até que depois de algumas horas, a Emilly abre os olhinhos e quando ela vê a minha mãe, ela segura na grade do berço, fica em pé e começa a bater palmas, como se tivesse cantando parabéns! 
Todos começamos a chorar, chorar muito,
Pois mais uma vez, Deus havia Se manifestado na vida da minha princesa!
Naquele momento, o neuro entrou no quarto e ao ver a Emilly de pé, a criança que segundo ele, levaria uma semana, sim 7 dias, para firmar novamente a cabecinha e poder ficar de pé. Ele Pode ver com os próprios olhos que Deus é o medico dos médicos.
Ele apenas disse:
- Eu não compreendo!
Estas foram as únicas palavras que saíram da boca dele. Ele olhava para a minha filha com um olhar de extrema admiração! Querendo ou não, mesmo ele sendo um ateu, ele pôde ver um milagre na sua frente. E Deus quando faz a obra, Ele faz completa e perfeita.
A Emilly não esperou nem um minuto para se levantar, após abrir os olhos. Sua cabecinha estava firme e suas perninhas muito fortes.
A Minha pequena guerreira, havia vencido, mais uma vez, para honra e glória do meu DEUS.

Continua...

Emilly na semana após a cirurgia.


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* Este texto foi escrito por Carla Toledo, é uma história real, vivenciada na cidade de Belo Horizonte (MG - BR) iniciando-se no ano de 2001 e,  está dividida no blog por capítulos para facilitar a leitura e compreensão dos fatos narradas pela autora.


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